Templo das Almas

14/02/2008 03:19
É noite. Eu caço as palavras apropriadas para encaixar neste fragmento. Em vão! A espontaneidade supera o artificialismo literário. Ainda não sei a pauta desta madrugada frígida, talvez uma suíte de fragmentos anteriores ou a reedição de uma velha poesia. As próximas linhas serão esclarecedoras (ou, confusas, o que é mais provável).

Eu passeio constantemente entre as alegrias pueris e as velhas tristezas. Em várias doses ao dia, sem prévio aviso, o meu humor altera de um até dez, na Escala de Richter. As explicações para tal magnitude de sentimentos são complexas ou simplesmente não quero entrar em detalhes. Sou reservado. Abalos emocionais acontecem a todo instante.

Olhares de cobiça estão espreitando o poeta apaixonado e sonhador! Exclamação fantasiosa ou a mais límpida realidade? Pássaros carniceiros querem as minhas entranhas e o facínora, sem rosto, flerta com a minha divindade. Espasmos doutrinários interrompem este breve apanhado de vocábulos.

+ Eduardo. 26/01/08

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enviada por Dudu






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